A antiguidade desta Igreja remonta ao século XIV, era então Orago santo Ildefonso, a dotação era de "60 libras" anuais e pertencia ao arcediago de Penela. Edifício modesto de uma só nave, com quatro altares, setecentista, cuja frontaria foi reformada nos séculos XIX e XX. A capela-mor, por seu turno, foi ampliada e reformada em 1766. A Capela Baptismal ao lado da epístola, junto ao nartex, é obra de 1778, ladeada por dois postigos de confessionários de batentes vazados e recorte de balaústres setecentista. No fundo da Capela encontra-se um retábulo em fragmentos de cantaria ornados. Entre colunas caneladas do século XVII está o sacrário de dois corpos do século XVI. A pia Baptismal, manuelina, ornada por caneluras cavadas em espiral, alarga-se ao pé do recipiente. Ao lado da epístola, encontra-se a nobre Capela em honra de N. Senhora da Conceição com altar e retábulos barrocos, sacrário e dois confessionários com acesso ao corpo da igreja. É revestida por azulejos de fabrico coimbrão do século XVIII, mostrando cabeceiras altas e recortadas, ornatos conchados e pilastras divisórias a suster vasos de flores. Para além dos panos meramente decorativos há quatro painéis com cenas da vida da Virgem: "Virgem em glória sobre as nuvens e querubins, Anunciação, seu Nascimento e Casamento. O retábulo principal tem no pano central um camarim a suster uma tela pintada e assinada por I. Goncalves, a representar Santa Catarina. Outras esculturas ornam o altar-mor, sendo a mais significativa a de Santa Luzia, datada do século XVI. À esquerda da frontaria existiu, até 1940, um simples campanário de duas ventanas e a partir de 1950 foi dotada de torre sineira e relógio, aquando a nova reforma.